Mosca, o maestro tricolor

Carlos Henrique Pedroso, o Mosca, foi um dos mais habilidosos e geniais meias do futebol regional, e tem seu nome intimamente ligado a história do Clube Esportivo Operário de Várzea Grande. Aportou em solo mato-grossense após um início de carreira promissor no futebol paulista, sendo inclusive apontado pela imprensa da época uma das maiores promessas do Corinthians. Foi capa de uma revista Placar de 1970 ao lado de Roberto Batata, Tinteiro e Adãozinho, sob o título “Um futuro Rei do futebol”. Da Ponte Preta ao Corinthians de 1974 o craque que surgiu aos 17 anos no Itumbiara de Goiás encerrou a carreira no Tricolor da Fronteira e foi ídolo onde passou.

Com um QI acima da média em relação a grande maioria dos jogadores, não só do passado como, e principalmente, dos dias atuais, Mosca fazia a diferença dentro e fora de campo. Habilidoso, técnico e com uma espetacular visão de jogo, o meia se posicionava muito bem em campo, armando jogadas, buscando o jogo na intermediária e batendo muito bem na bola, o que o transformou em um mortal cobrador de faltas. Jogou muito tempo com a camisa 8, mas foi a 10 que o consagrou, principalmente no Operário de 1983 a 1986, quando, já “pensando em parar” voltou a ganhar projeção nacional ao marcar um gol de bicicleta contra o Botafogo carioca no Estádio Verdão. “Foi o gol do Fantástico”, recorda ao se referir o programa da Rede Globo de Televisão que todos os domingos elegia o gol mais bonito do final de semana no futebol brasileiro.

Paulista, Mosca foi para o Itumbiara ainda garoto e em 1966 era titular do time, despertando o interesse do Vila Nova de Goiânia onde é um ídolo lembrado até hoje. “Em 2008 fui com o Mixto em Goiânia jogar pelo Campeonato Brasileiro da Série-C e recebi uma linda homenagem do Vila”, destaca o craque que viveu “uma forte emoção” naquele dia. Em alta no Vila veio o reconhecimento dos grandes centros e um convite da Ponte Preta de Campinas, onde ficou por quatro anos. “Em seguida fui emprestado ao Corinthians”, conta. No Parque São Jorge chegou a atuar como titular, mas a safra de grandes jogadores era muito grande e a concorrência acirrada. Mosca acabou saindo. Depois de jogar no Paulista de Jundiaí e no Figueirense-SC surgiu o Clube Esportivo Operário na sua vida.

Foi contratado em 1976, quando o futebol de Mato Grosso inaugurava uma nova Era a partir da construção do Estádio Verdão. Em Várzea Grande virou ídolo e fixou raízes. Em 1983 liderou o Chicote da Fronteira na quebra de um jejum de títulos que já durava 20 anos, ao conquistar o Campeonato Mato-grossense. Depois de muitos jogos, gols e conquistas, encerrou a carreira aos 36 anos, em 1986, e virou técnico de futebol. No currículo, acumula passagens como treinador do próprio Operário, Palmeiras de Barra do Bugres, Diamantinense, Cuiabá e Mixto. Tem ainda uma paixão inegável pelo trabalho de base e depois de viver uma experiência criando sua própria escolinha de futebol foi treinador da Associação Atlética Banco do Brasil em Cuiabá. “Trabalhar como técnico por aqui é muito difícil, pois falta estrutura”, lamenta, mas avisa que não desanima: “precisamos continuar lutando para mudar isso”.

 


QUEM É

Nome: Carlos Henrique Pedroso.

Apelido: Mosca.

Nascimento: 23/11/1949.

Clubes onde jogou: Itumbiara-GO, Vila Nova-GO, Ponte Preta-SP, Corinthians-SP, Paulista-SP, Figueirense-SC, Palmeiras Cuiabá e Operário-VG.

Clubes que dirigiu: Operário-VG, Palmeiras/Barra do Bugres, Diamantinense, Mixto e Cuiabá.

Principais conquistas como jogador: campeão goiano 1969 (Vila Nova), tricampeão do Paulistinha (Ponte Preta), duas vezes campeão mato-grossense (Operário 1983/1986), quatro vezes campeão da Copa Gazeta (Operário 1994/1995/2000 e 2002).

Principal conquista como técnico: campeão da Copa MT (Luverdense 2007).

 


VEJA O ‘GOL DO FANTÁSTICO’:

 

LEIA MAIS SOBRE CRAQUES & ÍDOLOS

DO FUTEBOL MATO-GROSSENSE

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

captcha service