Rubão, o Garoto do Adivinha!

Sua marca registrada fez vibrar as mais diferentes torcidas por mais de quatro décadas. Sempre com o mesmo profissionalismo, qualidade e paixão, o narrador esportivo Rubens Neves soltava a voz cada vez que a bola balançava a rede, agitando a galera: “Adivinha!”, disparava, antes do tradicional grito de gol. Admirado pelos colegas, Rubão foi um apaixonado pelo rádio, e também pelo futebol, como fazia sempre questão de deixar claro em todas suas transmissões com o bordão “feliz da vida, fazendo o que gosto”.

O ‘Garoto do Adivinha’, como foi rotulado no rádio esportivo, nasceu no dia 4 de agosto de 1943 em Araguari, Minas Gerais. Lá, começou no rádio como sonoplasta. Já como narrador de futebol passou  pelas rádios Cacique (também de Araguari), Bela Vista (Uberlândia), Sete Colinas (Uberaba), Vera (Marília-SP), A Voz D’Oeste (Cuiabá, aonde chegou em janeiro de 1974), Cultura, Industrial, Difusora, Globo-Vila e Gazeta-AM (CBN).

Na CBN ficou mais de 15 anos, atuando também como locutor e comentarista do departamento de jornalismo.

Rubão foi agraciado com o troféu Bola de Ouro (prêmio nacional) na década de 90. “Foi um reconhecimento importante não só para mim, mas para o nosso rádio como um todo”, dia, dividindo os louros da conquista.

O rádio fez parte de sua vida desde a adolescência. “Sempre fui apaixonado pelo rádio, principalmente o rádio esportivo. Com dificuldades sintonizava as emissoras do Rio de Janeiro e São Paulo curtindo as transmissões esportivas . Comecei fazendo o trabalho de operador de externa, chegando a repórter e finalmente a narrador”, contou em entrevista à revista ESPOINT.

O famoso “Adivinha!”, revelou ele, surgiu por acaso. “Quando transmitia um jogo, no velho Estádio Bulanger Pucci, em Uberaba, perdi um  lance de gol. Na hora surgiu o grito de ‘adivinha’ enquanto eu rememorava o lance. A galera gostou e ficou como marca registrada em minhas transmissões na hora do gol”, explicava.

Com chuva ou com sol, lá estava Rubens Neves, cumprindo escalas, executando com precisão todas as tarefas que lhe eram passadas. Foi, ao longo da vida, sempre um exemplo para quem estava começando a vida no jornalismo e no radialismo.

“O Rubão é um cara para ser tomado como modelo, é um grande radialista, completo”, costumava dizer o comentarista e apresentador Clóvis Roberto, com quem fazia dupla diariamente no programa CBN Cuiabá. “Todas as faculdades de jornalismo deveriam levar o Rubão para fazer palestras”, cobrava, inclusive no ar.

Admiração que fez coro junto aos seus demais ex-companheiros. “O Rubens foi um dos mais corretos e dedicados profissionais que conheci”, diz o comentarista Roberto de Jesus César, o Careca, parceiro de uma infinidade de transmissões esportivas. “Era amigo, grande companheiro e ótimo profissional, sabia tudo de rádio”, completa Odílio Martins, operador de externa da Rádio CBN.

Cruzeirense, simpatizante do Palmeiras e do Fluminense, o também dom-bosquino Rubão deixava claro pela sua “versatilidade” como torcedor o quanto amava o futebol, quanto amava o tal “fazendo o que gosto”. Deixando uma lacuna irreparável para o rádio de Mato Grosso, morreu aos 71 anos, no dia 26 de março de 2015 após uma longa luta contra um enfisema pulmonar (um tipo de doença pulmonar obstrutiva crônica).

 


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