Eterno capitão alvinegro

Rômulo Augusto Corrêa da Costa orgulhava-se, e muito, do slogan: ‘eterno capitão alvinegro’. Defendeu o Mixto por 18 anos, acumulou inúmeros títulos e conquistou para sempre o coração do torcedor. Figura como um dos grandes jogadores da história do Tigre.

Rômulo conquistou 9 títulos estaduais com a camisa do Mixto, onde comandou equipes recheadas de craques. Parou cedo, aos 29 anos, para se dedicar as profissões de bancário e advogado, função que exerceu na Assembléia Legislativa por mais de 20 anos.

Ídolo ao lado de craques como Ruiter, com quem formou a famosa dupla RR, Rômulo só deixou o Mixto no final da careira, em 1978, para defender o Cáceres Esporte Clube, onde jogou ao lado de Joel Diamantino e outras feras da época. Chegou ao Tigre da Vargas após ser descoberto pelo mordomo Benedito Lisboa atuando pelo Lavrinhas, uma equipe amadora do bairro Dom Aquino.

Com 15 anos de idade já era titular do seu primeiro clube como atleta profissional. Era o ano de 1960 e Rômulo, curiosamente, vinha de uma família de dom-bosquinos. “Eu simpatizava com o Dom Bosco, até ia ao campo torcer”, contou.

Sobre sua longa história no Mixto, Rômulo apontava o time bicampeão de 1970 como o melhor de todos os tempos. Tinha Fulepa; JK, Felizardo, Glauco e Darci; ele próprio, Adalberto e Ruiter; Ariel, Filinto e Wilson Fedegoso. “Foi o melhor de todos em que joguei, vi e tive notícias”, afirmava.

Individualmente, Rômulo considerava o ex-meia Ruiter – outro ídolo mixtense – como o melhor jogador que viu atuar. “Foi o maior de todos que vi e com quem joguei. Nos entendíamos muito bem, jogávamos por música, não precisava nem olhar: era meter a bola em determinado lugar do campo que um de nós estava lá”, afirmava.

Outra conquista, em um jogo memorável, que o ex-jogador guardava na memória foi disputado em 1976, contra o rival Operário, valendo o direito de ser o primeiro representante da Baixada Cuiabana no Campeonato Brasileiro. “Foi no dia 11 de junho de 1976. Meu pai morreu e eu não ia mais jogar. Fui à concentração e disse ao Careca (Roberto de Jesus César, então técnico do Mixto) que estava pronto, para honrar meu pai, e ele me deu a camisa. Ganhamos numa virada espetacular. Este foi, por tudo que aconteceu, o momento mais emocionante da minha carreira, nunca vou esquecer”, relatava sempre com emoção.

Depois de lutar durante anos contra lutava contra uma cirrose hepática crônica e hepatite C, Rômulo morreu no feriado de 21 de abril de 2016 em um hospital de Cuiabá.

(Na foto de Nenê Andreatto, Rômulo com o radialista e jornalista Macedo Filho).

 


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