Existem jogos que ficam para sempre na memória de quem é apaixonado por futebol.  O blog craquesdorádio selecionou alguns a partir da divisão do Estado que merecem uma página especial na história do futebol de Mato Grosso, seja pela qualidadade, emoção, importância ou ineditismo:

 

8.4.1976

Era uma quinta-feira. Uma data histórica para o futebol de Mato Grosso. Após quase 10 anos de uma luta que mobilizou a imprensa, políticos, autoridades e a comunidade em geral, era inaugurado oficialmente o Estádio Governador José Fragelli, o Verdão. Os protagonistas da festa foram Mixto, Operário, Dom Bosco e Flamengo (com Zico, Júnior, Cantarelli e cia.). O jogo que abriu o quadrangular foi o nosso velho Clássico Vovô, e terminou com a vitória do Mixto por dois a zero. Pastoril foi o autor do primeiro gol da nossa maior praça esportiva.

A ficha

Mixto 2 x 0 Dom Bosco

Árbitro – Arnaldo Cézar Coelho (RJ)

Gols – Pastoril e Bife

Mixto – Washington; Marinho, Nelson Vasquez, Ari Martins e Matozinho; Rômulo, Ari Contijo (Oberdan) e Pastoril (Joel); Luiz Paulo, Bife (Tuta) e Renato.

Dom Bosco – Cão; Gali, Éde, Pereira e Bota (Dulcelino); Gaguinho, Magela e Fidélis; Wilson (Noel), Djalma (Jaburu) e Pelego.

* O Flamengo foi o campeão do quadrangular e o Mixto o vice. Mas, isso pouco importou, pois o que valeu mesmo foi a conclusão e a inauguração da obra grandiosa.

AQUI vale um aparte: antes do quadrangular da inauguração oficial, o Verdão teve uma pré-inauguração. Foi em 1975, quando uma seleção cuiabana recebeu o Fluminense do Rio de Janeiro, que venceu por 2 x 0 (dois gols do atacante Búfalo Gil). Imagens desta festa estão no DVD “bife, um nome de gol”, do jornalista Macedo Filho, que o blog craquesdoradio mostra abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

 

12.6.1976

Inesquecível, principalmente para os mixtenses e para um jogador em particular. Mixto e Operário decidiam no Verdão o 3° turno do Campeonato Mato-grossense e, o mais importante, o direito de disputar o triangular (junto com Dom Bosco e União) que definiu o primeiro representante da Baixada Cuiabana no Campeonato Brasileiro. Até então, Mato Grosso tinha sido representado na competição nacional apenas por times de Campo Grande (Comercial em 1973 e 1975; Operário em 1974). O Operário vencia por 2 x 1: faltavam seis minutos para acabar o jogo quando Tuta saiu do banco para sofrer o pênalti do gol de empate e marcar o gol da vitória. O Tigre é o primeiro dos times de Mato Grosso pós-divisão que disputou a principal competição nacional. Tuta estava na história e o jogo para sempre na memória dos desportistas de Mato Grosso.

A ficha

Mixto 3 x 2 Operário

Árbitro – José Favile Neto (SP)

Gols – Ari Contígio, Pastoril de pênalti e Tuta para o Mixto; Pelezinho e Tadeu Macrini para o Ope

Mixto – Saldanha; Marinho, Nelson Vasquez, Ari Martins e Herivelton; Rômulo Augusto, Ari Contígio e Pastoril; Zair (Tuta) (Joel Silva), Bife e Jorginho. Técnico: Roberto de Jesus ‘Careca’ César

Operário – Carlos Pedra; Paulinho (Joilson), Polaco, Miro e Lázaro; César Diabo Loiro (Humberto), Nélson Lopes e Mosca; Pelezinho, Tadeu Marcini e Wilsinho. Técnico: Hélio Machado.

VEJA: Tuta fala sobre o grande jogo de 1976 e sua participação decisiva:

Imagem de Amostra do You Tube

 

15.9.1976

Em jogo do Campeonato Brasileiro no Estádio Verdão, o Mixto venceu o Vasco por 1 x 0. Era a estréia de Mato Grosso no certame nacional.

O destaque do jogo foi o gol do Mixto, um gol olímpico (o primeiro da história do Estádio) marcado por Adavilson da Cruz, o Pelezinho, em cima do goleiro Mazarópi.

Abaixo, o exato momento do gol no registro do fotógrafo Nenê Andreatto (reprodução da publicação ‘Quatro anos de Verdão’, do jornalista Macedo Filho):

Foto histórica de Nenê Andreatto: o gol olímpico de Pelezinho

A ficha

Mixto 1 x 0 Vasco da Gama

Árbitro – Dulcídio Vanderlei Boschilla (SP)

Gol – Adavilson Pelezinho

Mixto – Edson; Toninho, Polaco, Ari Martins e Diogo; Zé Luiz (Rômulo), Lourival e Pastoril; Traíra, Bife e Valdir (Pelezinho). Técnico: Milton Buzeto.

Vasco – Mazaropi; Toninho, Argeu, Gaúcho e Marco Antonio; Zé Mário, Helinho e Wilsinho; Jair Pereira (Luiz Augusto), Roberto Dinamite e Galdino.

 

11.10.1977

Comandado por Adilson, Barga e Fidélis, o Dom Bosco conseguiu pela primeira vez o direito de disputar o Campeonato Brasileiro ao bater o Operário de Várzea Grande. No Estádio Governador José Fragelli, o Azulão fez valer a melhor qualidade do seu time – chamado de Academia da Colina –  conquistou o Torneioo Seletivo do Nacional vencendo o tricolor por 1 x 0.

A ficha

Dom Bosco 1 x 0 Operário

Árbitro – Luiz Augusto Pinto

Gol – Adilson

Dom Bosco – Miguel; Serginho Basso, Zé Luis (Ede), César Julião e Gali; Paulo Roberto, Fidélis e Barga; Gonçalves, Adilson e Pelego.

Operário – Paulo Vitor; Joilson, Renato, Zé Mário e Justino; Aires, Denner e Natal; Marco Antonio, Puruca (Jackson) e Odenir (João Carlos).

 

20.7.1978

Jogo do Campeonato Brasileiro com o Azulão da Colina vencendo o Fluminense de Carlos Alberto Pintinho, Doval, Edinho e Wendell por 2 x 1 Fluminense. Uma demonstração de força e talento da ‘Academia da Colina’, como era chamado o super-time do Clube  Esportivo Dom Bosco na época.

Abaixo, a Academia da Colina:

D.BOSCO 77

 

 

 

 

 

 

A ficha

Dom Bosco 2 x 1 Fluminense

Árbitro – Manoel Amaro de Lima (PE)

Gols – Gonçalves e Nogueira para o Dom Bosco; Pintinho para o Fluminense.

Dom Bosco – Mão de Onça; Tuca, Valter, Munhoz e Zé Maria; Fidélis, Nogueira e Barga; Gonçalves, Adilson e Zé Luiz.

Fluminense – Wendell; Miaranda, Edval, Edinho e Carlinhos; Marinho, Arthurzinho e Carlos Alberto Pintinho; Robertinho, Doval (Gildásio) e Zezé.

 

2.9.1979

Clássico entre os rivais Mixto e Operário pelo Campeonato Mato-grossense, marcado por tensão, violência e tumulto dentro e fora do gramado do Verdão. Era a ‘melhor de quatro jogos’ que decidia o título da temporada. O Mixto vencia por 2 x 1 quando o árbitro Orlandir Rondon marcou um pênalti para o Operário já aos 46 minutos do segundo tempo. O Mixto se revoltou, a confusão foi generalizada e o jogo suspenso. Fora do estádio o árbitro teve seu carro incendiado, virando notícia nacional. O jogo foi para o Tribunal da Confederação Brasileira de Desportos (hoje CBF) que deu os pontos para o Operário, mas o título acabou ficando com o Mixto ao final da série dos quatro jogos.

A ficha

Mixto 2 x 1 Operário

Árbitro – Orlandir Rondon

Gols – Toninho Campos os dois do Mixto e Cacá para o Operário

Mixto – Ernane; Jorge Aguiar, Jorge Macedo, Miro e Luis Carlos Beleza; Arildo, Udélson e Marcinho; Gonçalves (Pelezinho), Bife e Toninho Campos.

Operário – Veludo; Gilmar, Edval, Gaguinho e Joilson; Tim, Marquinhos e Mosca; Cacá, Ramon (Marco Aurélio) e Ernani.

 

14.10.1979

No primeiro Campeonato Brasileiro disputado pelo Operário de Várzea Grande, os dois maiores rivais de Mato Grosso fizeram um confronto de 7 gols que terminou com a vitória do Mixto por 4 x 3 com um show de José Oliveira, o Bife, que fez três dos quatro gols do Alvinegro.

A ficha

Mixto 4 x 3 Operário

Árbitro – Valquir Pimentel (RJ)

Gols – Bife – três – e Marcinho para o Mixto; Gérson Lopes – dois – e Ernâni para o Operário

Mixto – Ernâne; Luiz Carlos Beleza, Jorge Macedo, Miro e Aguiar; Fabinho, Marcinho e Zé Luiz; Gonçalves (Toninho Campos), Bife e Pelezinho.

Operário – Brasília; Gilmar, Edval, Gaguinho e Joilson; Tim, Mosca e Ruíter (Alyson); Ernani, Gérson Lopes e Odenir (Cacá).

 

25.6.1980

O jogo da bomba. Operário e Mixto decidiam a Taça Cuiabá, torneio que era disputado antes do Campeonato Estadual (muitas vezes valendo como seu primeiro turno) quando um episódio lamentável marcou para sempre a história do Estádio Governador José Fragelli. Um grupo de amigos – todos de classe média-alta – levou para o setor de cadeiras um isopor com três bananas de dinamite que foram detonadas no segundo tempo do jogo, com um grande público no estádio. A ação impensada, que segundo eles surgiu apenas como uma “idéia de diversão”, destruiu 23 cadeiras e feriu algumas pessoas – todas sem gravidade. Um inquérito policial foi aberto mas o processo desapareceu ao longo dos anos e ninguém foi punido. O Operário venceu o jogo e conquistou o título da Taça Cuiabá.

A ficha

Operário 2 x 0 Mixto

Árbitro – Valquir Pimentel (RJ)

Gols – Gérson Lopes

Operário – Brasília; Luiz Carlos Beleza, Gaguinho, Paulino e Justino (Caruso); Marco Antonio, Dirceu Batista e Osmar; Ari (Merica), Gérson Lopes (Gilberto Gil) (Genival) e Ivanildo.

Mixto – Augusto; Gilmar (Silvio), Miro, Fabinho e Jairo (Remo); Ademar, Udélson e Tostão; Ideraldo (Rubens), Bife e Toninho Campos (Elmo).

 

21.12.1980

Com mais de 43 mil pagantes o Estádio Verdão viveu nesta data seu maior momento até então ao receber pela primeira vez a seleção brasileira. Iniciando a base da equipe que encantaria o mundo em 1982 na Copa da Espanha, mesmo sem sequer chegar à final, o Brasil venceu a Suíça em um domingo à tarde memorável e inesquecível sob o comando do Doutor Sócrates. O jogo também quebrou o recorde da época em arrecadação nos jogos da seleção no país, com mais de 17 milhões de cruzeiros.

Na foto abaixo – publicada originalmente na revista Olé Brasil! do jornalista Macedo Filho em 1982 – Sócrates comemora o primeiro gol do Brasil sobre a Suécia:

SELECAOVERDAO

 

 

 

 

 

 

 

A ficha

Brasil 2 x 0 Suíça

Árbitro – Arnaldo Cézar Coelho (RJ)

Gols – Sócrates e Zé Sérgio

Brasil – João Leite; Edvealdo, Oscar, Luizinho e Júnior; Batista, Cerezo e Renato; Titã (Paulo Izidoro), Sócrates (Serginho) e Zé Sérgio. Técnico: Telê Santana

Suíça – Burgner; Werli, Zappa, Egli e Luedi; Herman, Meissen e Schweiller; Zwicker, Marti (Thanner) e Batteron. Técnico: Leon Walker.

22.7.1981

Mais uma vez Operário e Mixto frente a frente. Valendo o título de mais uma Taça Cuiabá. O jogo em questão entra para a série dos ‘inesquecíveis’ pelo ritmo alucinante, comprovado no número de gols: 9, no total, sendo 5 para o Mixto e 4 para o Operário, com direito à prorrogação.

A ficha

Mixto 5 x 4 Operário

Árbitro – Armando Camarinha

Gols – Gonçalves, Gilmar, Jorge (contra) e Tostão dois para o Mixto (sendo um na prorrogação – o gol da vitória); Puruca, Pastoril, Jorge e Ademar fizeram os gols do Tricolor.

Mixto – Elton; Gilmar, Miro, Tucho e Valter (Luis Carlos Beleza); Lindário, Tostão e Marcinho; Gonçalves, Vanderlei e Toninho Campos (Durval).

Operário – Piranha; Guilberto, Jorge, Genival e Túlio; Caçapava, Ademar e Pastoril; Arlel, Puruca (Zé Carlos) e Ivanildo (Anderson).

 

31.1.1982

Foi o jogo que projetou o craque Tostão para o futebol brasileiro. Valendo pela primeira fase do Campeonato Brasileiro, o Mixto atropelou o Cruzeiro no Verdão vencendo por 4 x 2 com três gols e uma atuação espetacular de Tostão. Pouco tempo depois, o meia atacante foi contratado pelo time mineiro.

A ficha

Mixto 4 x 2 Cruzeiro

Árbitro – Dulcídio Vanderlei Boschilla (SP)

Gols – Tostão – três – e Ânderson para o Mixto; Edmar e Nelinho (pênalti) para o Cruzeiro

Mixto – Mão de Onça; Gilmar, Tucho, Guega e Luis Carlos Beleza; Tim, tostão e Marcinho; João Carlos, Vanderlei Bodega (Anderson Jacaré) e Toninho Campos (Udélson).

Cruzeiro – Luis Antonio; Nelinho, Abel, Teixeira e Carioca; Eudes, Remi (Zé Henrique) e Toninho; Carlinhos, Edmar e Jésum.

 

27.11.1983

Este duelo contra o rival Mixto os tricolores nunca esquecerão: o time vinha de um jejum de 20 anos sem título e ainda amargava um tetracampeonato do rival. Apostando na experiência de Mão de Onça, Mosca e Bife, o Tricolor quebrou o jejum conquistando o título do Campeonato Estadual ao vencer o rival por 1 x 0 depois de ter praticamente antecipado a conquista ao golear por 4 x 0 no primeiro jogo da final.

Abaixo, foto do time operariano campeão de 1983 publicada na revista Placar:

ope83

 

 

 

 

 

 

A ficha

Operário 1 x 0 Mixto

Árbitro – Roberto Coelho (RJ)

Gol – Panzarielo

Operário – Mão de Onça; Caruzo, Laércio, Panzarielo e Juarez; Udélson, Mosca (Dito Siqueira) e Adalberto; Manfrini (Frank), Bife e Ivanildo. Técnico: Nivaldo Santana.

Mixto – Elton; Luis Carlos Beleza, Arildo, Tucho e Eurípedes; Serrano, Rubens e Ademar; Gonçalves, Eduardo e Melo. Técnico: Serginho Basso.

 

3.2.1984

No Pacaembu, em São Paulo, foi o jogo do goleiro Mão de Onça: com uma série de grandes defesas, ele segurou o ataque da Democracia Corintiana, com Casagrande e cia., garantindo um empate sem gols histórico e heróico para o Operário. O jogo aconteceu em plena sexta-feira de Carnaval na primeira fase da Taça de Prata do Campeonato Brasileiro (a Segunda Divisão da época).

A ficha

Corinthians 0 x 0 Operário

Corinthians – Carlos; Paulo Feitosa, Wagner Basílio, Juninho e Wladimir; Biro-Biro,, Paulinho e Zenon; Eduardo Amorim, Casagrande e Ataliba (Jota Maria). Técnico: Jorge Vieira.

Operário – Mão de Onça; Caruzo, Panzarielo, Jorge Macedo e Laércio; Cláudio Barbosa, Adalberto e Mosca; Zé Dias, Dito Siqueira e Ivanildo. Técnico: Nivaldo Santana.

 

26.2.1984

Um daqueles jogos do ‘improvável’. O Operário precisava vencer a Anapolina por 5 gols de diferença para passar à segunda fase da Taça de Prata. Dois jogadores comendaram a festa no Verdão: Mosca, marcando nada menos do que 4 gols, e Ivanildo, o ponta que com dribles desconcertantes e cruzamentos perfeitos desmontou o time goiano.

A ficha

Operário 6 x 1 Anapolina

Gols – Mosca – quatro (um de pênalti) -, Zé Dias e Bife para o Operário; Matheus para a Anapolina

Operário – Mão de Onça; Caruzo, Panzarielo, Jorge Macedo e Laércio; Cláudio Barbosa, Adalberto e Mosca (Fidélis); Zé Dias (Luisão), Bife e Ivanildo. Técnico: Nivaldo Santana.

Anapolina – Gabriel; Clóvis, Sidnei, Narciso e Flávio; Tornado, Mateus e Paulo Sérgio (Gonçalo); Vanderlei, Mário e Fernando. Técnico: Nivaldo Lancuna.

 

11.3.1984

No Estádio Verdão, mais um jogo da Taça de Prata do Campeonato Brasileiro de 1984 que entra para a galeria dos ‘inesquecíveis’ do Operário com destaque para o craque Mosca, que marcou de bicicleta e virou o Gol do Fantástico (programa da Rede Globo de Televisão que todos os domingos elegia o gol mais bonito da rodada). O Tricolor só empatou com o Botafogo – 1 x 1 -, mas o gol do Mosca valeu por uma vitória.

Veja o gol histórico do craque Mosca:

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A ficha

Operário 1 x 1 Botafogo

Gol – Mosca (de bicicleta) para o Operário e Amarildo para o Botafogo

Operário – Mão de Onça; Caruso, Panzarielo, Jorge Macedo e Laércio; Cláudio Barbosa, Adalberto (Luisão) e Mosca; Zé Dias, Bife e Ivanildo. Técnico: Nivaldo Santana.

Botafogo – Paulo Sérgio; Josimar, Cristiano, Abel e Paulo Roberto Prestes; Demétrio, Otávio e Berg; Helinho (Ademir), Té e Amarildo (Baía). Técnico: Didi.

 

10.3.1985

Em 1985 o Mixto fez a melhor campanha de sua história no Campeonato Brasileiro terminando em 14° lugar entre 44 times. E um dos grandes momentos do Alvinegro na competição aconteceu ainda na primeira fase, vencendo o Sport Recife no Verdão em um jogo extremamente nervoso e estratégico para a classificação para a segunda fase. O veloz e driblador Gilson Bonfim foi o destaque da partida.

A ficha

Mixto 2 x 1 Sport Recife

Árbitro- Emídio Marques Mesquita (SP)

Gols – Gilson Bonfim e Clóvis p/ o Mixto; Zé Guimarães para o Sport

Mixto – Ronaldo; Clóvis, Gilvã, Laércio e Valtemir; Cláudio Bargosa, Sérgio Luis e Marcinho (Geraldão); Gonçalves (Gilson Bonfim), Luisinho e João Pauloo. Técnico: Nato Ferreira.

Sport – Paulo César Borge; Milton, Gil, Toninho e Cláudio; Ângelo, Douglas Onça (Neco) e Déti; Zé Guimarães (Cremilson), Eusébio e Joãozinho. Técnico: Carlos Alberto Silva.

 

19.12.1985

Nunca foi tão fácil. Depois de fazer 3 x 1 no primeiro jogo decisivo do Campeonato Estadual de 1985, o Operário simplesmente atropelou o rival Mixto no segundo confronto: goleou por 5 x 0. A maior goleada da história de todas as decisões da competição. Algo para ser lembrado com muito orgulho, para sempre.

Operário 5 x 0 Mixto

Árbitro – José Roberto Wright (RJ)

Gols – Dito Siqueira – dois -, Gilvan, Alencar e Vanderlei

Operário – Vandeir; Nei Dias, Marião, Gilvan e Laércio; Alencar, Vander e Dito Siqueira; Nasser (Bife), Vanderlei e Ivanildo. Técnico: José Calazans

Mixto – Sérgio Gomes; Suemar, Miro, Tucho (Marcinho) e Clézio; Zé Luis, Cláudio Barbosa e Da Silva Bigorna; Gilson Bonfim, Rogério e Gonçalves. Técnico: Arildo Berdun.

 

27.5.1990

No antigo estádio Madeirão (onde hoje é o Gigante do Norte0, o Sinop Futebol Clube entrou para a história como primeiro time fora da Baixada Cuiabana a conquistar o título do Campeonato Mato-grossense. A conquista veio com uma vitória de 3 x 0 sobre o Independente de Poxoréo na última rodada do quadrangular decisivo. No time do Nortão o goleiro era um garoto de 17 anos. Seu nome: Rogério Ceni.

A ficha

Sinop 3 x 0 Independente

Árbitro – Alinor Gonçalves

Gols – Carlinhos – dois (um de pênalti) – e Mill

Sinop – Rogério Ceni; Roberto, China, Silva e Amaral; Elísio, Devanir e Mil; Pinga (Fabinho), Carlinhos Urbano e Magu. Técnico: Nilo Neves.

Independente Cláudio; Luis Carlos, Bebeto, Tôco e Ademar; Paim, Robson e Bisca; Biscoito, Valdevino e Dinei (Jacildo). Técnico: Júlio Duniz.

 

7.12.1991

A maior conquista do Clube Esportivo Dom Bosco na Era Verdão: o título estadual de 1991, quebrando um jejum de 22 anos. Com os crqaques Victor e Iúca vivendo grande fase, o Azulão safrou-se campeão ao empatar por 1 x 1 com o União de Rondonópolis após vencer o primeiro jogo por 1 x 0 (também no Verdão) e perder o segundo por 2 x 1 (em Primavera do Leste, pois o União perdera o mando de campo).

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A ficha

Dom Bosco 1 x 1 União

Árbitro – Ary Euclides

Gols – Vitor para o Dom Bosco e Índio para o União

Dom Bosco – Edilson; Tião, Maninho, Batista e Antônio Carlos; Jailson, Vitor, Iúca e Ferreirinha; Nasser (Jorginho) e Niltinho Goiano. Técnico: Hélio Machado.

União – Varlei; Edson Sacy, Cocão, Silva e Pedrinho; Rubens Paraná, Cléber e Washington; Olinto, Índio e Zé Luis (Mangabeira). Técnico: Genésio do Carmo.

 

3.3.1995

Jogo da Copa do Brasil, no Verdão. O Operário enfrentou o poderoso Corinthians de igual para igual, com uma grande atuação. Chegou a estar vencendo e até hoje os tricolores reclamam do pênalti que originou o gol corintiano. O empate repercutiu nacionalmente, mas no jogo de volta o Tricolor não suportou a superioridade do Timão e foi eliminado com uma goleada (4 x 0).

A ficha

Operário 1 x 1 Corinthians-SP

Árbitro – Getúlio Barbosa Souza Júnior (MS)

Gols – Ado para o Operário e Célio Silva (de pênalti) para o Corinthians (pênalti)

Operário – Agnaldo; Josenilson, Jailson, Edson Luis e Valdo; Ado, Gersinho, Vitor (Ferreirinha) e Piá; Bujica e Iúca (Marquinhos). Técnico: Gil Alves.

Corinthians – Ronaldo; André Santos, Célio Silva, Valdo e Silvinho; Marcelinho Paulista (Hermes), Zé Elias, Souza e Elivelton; Fabinho Fontes e Marques. Técnico: Márcio Sérgio Pontes de Paiva.

11.4.2001

Foi histórico. Uma façanha que surpreendeu o Brasil. Mandando seus jogos na Copa do Brasil de 2001 no Estádio Verdão, o Juventude de Primavera do Leste humilhou o todo poderoso Fluminense do Rio de Janeiro. A velocidade e o oportunismo do ataque comandado por Moreno e Jair virou notícia nacional com a goleada de 4 x 1. Foi o ‘jogo de ida’ da segunda fase (depois, no Maracanã, o Juventude perdeu por 3 x 0 e foi eliminado da competição).

A ficha

Juventude 4 x  Fluminense-RJ

Árbitro – Héber Roberto Lopes (PR)

Gols – Paulo César para o Fluminense; Jair, Dudé e Moreno – dois – para o Juventude

Juventude – João Scherer; Dudé, Baggio, Penacho e Alex Bach; Macedo, Márcio Gaúcho, Jair e Badico (Moreno); Fernando Vilanova (Mauro Dias) e Xará (João Carlos). Técnico: Edson Porto.

Fluminense – Diogo; Paulo César, Agnaldo Liz, César e Flávio; Fabinho, Jorginho, Marcão e Agnaldo; Magno Alves e Yan. Técnico: Valdyr Spinosa.

6.2.2002

Ao vencer o Atlético-MG no Verdão na abertura da Copa do Brasil de 2002 o Juventude de Primavera do Leste entrou definitivamente para a história da competição nacional. Novamente mandando seus jogos em Cuiabá, a equipe comandada pelo diretor de futebol Ailton Nogueira fez o dever de casa batendo o poderoso Galo Mineiro e garantindo o jogo de volta (perdeu por 2 x 0 no Mineirão, mas novamente com grande atuação).

A ficha

Juventude 2 x 1 Atlético-MG

Árbitro – Ramon Rodrigues (GO)

Gols – Guilherme (Atlético); Éder e Moreno (Juventude)

Juventude – João Scherer; Júlio César, Clésio, Silvan e Dudé; Rodrigo Bandeira (Márcio Gaúcho), Baggio e Fernando Vilanova (Ricardo Alves); Éder (Rodrigo), Moreno e Macedo. Técnico Marcos Sequeto.

Atlético-MG – Velloso; Baiano, Erlon, Edgar (Jefferson) e Michel; Bosco, Djair, Rodrigo e Ramon (Afonso); Wellington e Guilherme. Técnico Levir Culpi.

4.5.2008

Um daqueles jogos do ‘quase impossível’. Foi na decisão do Campeonato Mato-grossense: o União tinha uma equipe sabidamente superior técnica e financeiramente. O Alvinegro chegava na base da raça, da famosa ‘mística’ da camisa. E foi assim que conseguiu vencer em Rondonópolis por 1 x 0 calando um estádio lotado e quebrando um jejum de 11 anos sem título.

A ficha

União 0  x 1 Mixto

Árbitro – Rodrigo Cintra (SP)

Gol – Evandro

União – Everton; Cleidir, Dione (Rafael) (Moisés), Josias, Ataliba e Cacá; Ivan (Gavião), Rocha e Ailton; Serginho e Vitinha. Técnico: Marcos Birigui.

Mixto – Douglas; Ezequiel, Evandro, Márcio Abraão e Geovani; Bogé, Márcio Júnior, Jean e Jansei (Ronei); Fernando (Rodnei) e Buiu (Dinei). Técnico: Arildo Berdun.

 

31.8.2008

Foi um grande jogo no Verdão. Era o quarto confronto entre os dois times no Campeonato Brasileiro Série C (3ª Divisão) de 20087 e o Alvinegro ainda não havia derrotado o time goiano. Quebrou o tabu com uma atuação de muita raça, bem ao estilo mixtense. A vitória por 2 x 1 classificou o Mixto para a terceira fase da competição – sua melhor campanha dos últimos anos.

A ficha

Mixto 2 x 1 Atlético-GO

Árbitro – Almir Belarmino Caetano (RO)

Gols – Cal e Buiú (Mix); Marcão (Atl)

Mixto – Douglas; Cris, Juan (Jamba), Evandro e Gil Baiano; Cal, Bogé, Robinho e Odil; Jean Carlos (Carlos Alberto) e Buiu. Técnico: Mosca.

Atlético-GO – Márcio; Gil, Gilson (Juninho) e Jairo; Cláudio (Cleiton Santos), Romeu, Robston, Wesley, Anaílson (Jorge Henrique) e Chiquinho; Marcão. Técnico: Mauro Fernandes.

18.2.2009

O Internacional de Porto Alegre foi completo ao estádio Luthero Lopes, em Rondonópolis. Vinha de uma campanha invicta no Campeonato Gaúcho e já decantado por toda a imprensa nacional como um dos favoritos ao título não só da Copa do Brasil como também do Campeonato Brasileiro. Confirmou a fama ao chegar a final da Copa do Brasil (onde perdeu o título para o Corinthians), mas levou junto o carimbo do União que venceu o jogo por 1 x 0.

A ficha

União 1 x 0 Internacional-RS

Árbitro – Sandro Meira Ricci (DF)

Gol – Diogo

União – Paulo Sérgio; Alex Mineiro, Ataliba e Odvan; Richard, Rocha (Rafael), Wender, Jonas e Maciel; Diogo e Clodoaldo.

Técnico: Zé Humberto.

Internacional-RS – Lauro; Bolívar, Indio, Álvaro e Kleber; Magrão, Guiñazú, Andrezinho (Giuliano) e D’Alessandro; Nilmar e Taison.

Técnico: Tite.

20.8.2009

Foi no Estádio Presidente Dutra, em Cuiabá, uma quinta-feira à tarde. Em jogo da 2ª Divisão do Campeonato Mato-grossense o Mixto (rebaixado no campeonato do mesmo ano após ser punido com a perda de 6 pontos por utilizar jogadores irregularmente inscritos) aplicou a maior goleada já registrada até hoje em jogos oficiais no Estado de Mato Grosso: 14 x 0 sobre o time do Sport Clube Tangará, da cidade de Tangará da Serra. Fica na história pelo recorde.

Imagem de Amostra do You Tube

A ficha

Mixto 14 x 0 Tangará

Árbitro – Marcelo Alves de Souza

Gols – Buiú quatro, Andrezinho dois, Valderrama, Thiago Tiziu, Alex Sorocaba, Clayton Xavier, Jean, Bebeto, Fred e Calado marcaram os gols do Alvinegro.

Mixto – Mauro; Filhão, Fred, Bebeto e Clayton; Chicão, Jean (Dudu), Alex Sorocaba(Calado) e Valderrama; Buiú e Thiago Tiziu (Andrezinho). Técnico: Arildo Berdun

Tangará – Dida; Luiz Paulo, Fabiano (Eduardo), Gugu e Manoel; Wesley, Carioca, Everton (Erickson) e Marquinhos; Alex e Rafael. Técnico: Rosalvo.

16.10.2011

Este jogo valeu um inédito acesso de uma equipe mato-grossense da Série D para a Série C do Campeonato Brasileiro. O autor da façanha foi o Cuiabá Esporte Clube, que depois de vencer o primeiro confronto pelas quartas-de-final jogando no Estádio Presidente Dutra (2×0), foi a cidade de Tucuruí, no Pará, e não tomou conhecimento do time local: sob o comando do craque Fernando, meia que vivia o melhor momento da sua carreira, venceu por 4 x 2 e carimbou o passaporte que garantiu o acesso.

A ficha

Independente-PA 2 x 4 Cuiabá

Árbitro – Francisco Assis Almeida Filho (CE)
Gols –  Fernando, Marcelo Ramos, Renan e William para o Cuiabá; Daniel e Wegno para o Independente.

Independente – Rodolfo; Lima (Leandro), Marraquete e Adson; Luciano (Leandro Guerreiro), Daniel, Adenízio, Marçal e Vaninho; Wegno e Joãozinho (Tiago Floreano). Técnico: Charles Guerreiro.
Cuiabá – Gatti; Marquinhos, Marcelo Ramos, Yuri (Douglas Henrique) e Natanael; César Romero, Jean (Tozin), Bogé e Fernando; Willian Kozlowiski e Edu Amparo (Renan). Técnico: Ary Marques.