CURIOSIDADES SOBRE O FUTEBOL DE MATO GROSSO

 

O primeiro gol do Campeonato Mato-grossense de Futebol pós-divisão do Estado foi marcado pelo atacante Tupã jogando pelo Palmeirinhas do Porto. O jogo aconteceu no dia 13 de maio de 1979 ia alviverde por 1 x 0 sobre o Operário no Estádio Verdão. Aliás, durante sua primeira fase de vida, até licenciar-se em 1986, o ‘Periquito’ foi historicamente uma pedra no sapato dos grandes da Baixada Cuiabana.

O centroavante Bujica é o jogador com maior número de gols marcados em um só campeonato na história do Estadual – pós divisão do Estado: em 1995, jogando e conquistando o bicampeonato pelo Operário de Várzea Grande, ele marcou 23 gols. Bujica é o mesmo que passou por Flamengo e Botafogo do Rio de Janeiro.

O Mixto é o único time de Mato Grosso que perdeu uma decisão de campeonato por WO. Foi no Estadual de 2001 quando na final contra o Juventude de Primavera do Leste, após derrota no primeiro jogo – 3 x 1, no Verdão -, o Alvinegro entrou com um recurso pedindo anulação da partida alegando Erro de Direito do árbitro por este não ter validado um gol de Odil, após cobrança de pênalti de Toninho. O caso não foi julgado durante a semana e o Mixto não foi à Primavera para o segundo jogo alegando que o primeiro confronto ainda estava sub-judice. A Federação determinou a derrota mixtense por WO e confirmou o Juventude como campeão, dando o vice-campeonato ao União.

A propósito: no polêmico pênalti da decisão de 2001 o jogador Toninho escorregou na hora da cobrança batendo com os dois pés na bola, que iria para a linha de fundo. Mas, antes de sair, Odil tocou para a rede. O árbitro Jamil Rodrigues de Souza anulou.

O Clube Esportivo Dom Bosco – que disputou o Estadual pela última vez em 2007 – é o único time que saiu da repescagem para ser campeão mato-grossense. A façanha foi alcançada no campeonato de 1991 quando o Azulão quebrou um jejum de 19 anos sem títulos. A final foi contra o União de Rondonópolis, em três jogos: 1 x 0 para o Dom Bosco no primeiro; 2 x 1 para o União no segundo; e 1 x 1 no terceiro confronto.

O Sinop Futebol Clube foi o primeiro time do interior a conquistar o título estadual. No campeonato de 1990 o Galo do Nortão chegou ao seu até então inédito triunfo ao vencer o quadrangular final disputado contra Dom Bosco, Mixto e Independente de Poxoréo. O título foi confirmado no jogo do dia 27 de maio quando venceu o Independente no antigo estádio Madeirão por 3 x 0. O goleiro sinopense era um jovem de 17 anos chamado Rogério Ceni.

Mais tradicionais times de Mato Grosso, Mixto e Operário decidiram o Campeonato Estadual pela última vez em 1988. No Verdão, dia 24 de julho, o Alvinegro venceu por 2 x 0 (gols do centroavante Arildo e do ponta Benevan). Relembre como jogaram os dois rivais:

Mixto – Niquita; Donizeti, Ralph, Panzarielo e Elias; Valdeir, Rui (Genildo) e Rogério; Gonçalves (Paulista), Arildo e Benevan. Técnico: Hélio Machado.

Operário – Júlio César; Jocélio, Jackson, Ozéas e Laércio; Djalma Lima, Jorge Fraga (Fumaça) e Seba (Framber); Éder, Ozias e Nasser. Técnico: Ânderson Jacaré.

José de Oliveira, o Bife, foi o maior artilheiro da história do Estádio Governador José Fragelli – o Verdão – com 92 gols marcados segundo registros do jornalista e historiador do futebol mato-grossense Macedo Filho. Bife, que era sul-mato-grossense, veio para Mato Grosso em 1973 para jogar no Operário de Várzea Grande. Depois foi ídolo também no Operário. Morreu no dia Morreu dia 16 de fevereiro de 2007, aos 57 anos.

Nos seus 36 anos pós-divisão do Estado (complentados com a competição de 2016), o Campeonato Mato-grossense de Futebol teve a participação de algumas equipes com nomes no mínimo curiosos. É o caso do Tremendão Esporte Clube, de Cáceres, em 1983; Tubarão, de Rio Branco, em 1988; Litrão de Tangará da Serra, em 1990; e Gabirobense, de Alto Araguaia, que foi o que teve vida mais longa, disputando os campeonatos de 1991 a 1993.

E na onda dos ‘times relâmpagos’, Mato Grosso teve outros 17 que participaram do Estadual apenas uma vez: Humaitá/Cáceres, Vasco/Tangará da Serra, Internacional/Coxipó, Real/Colíder, Águia Peixotense/Peixoto de Azevedo, Mirassol D’Oeste, União/Juara, Colíder, Araguaiense/Alto Araguaia, Mato Grosso/Várzea Grande; Arsenal/Sorriso, Nova Ubiratã, Ação/Cuiabá, Nova Xavantina, Parecis/Campo Novo do Parecis e Primavera.

Mais antigo clube de futebol de Mato Grosso, o Clube Esportivo Dom Bosco ficou fora do futebol profissional por seis anos. Depois da disputa do Estadual de 2007, quando foi rebaixado, licenciou-se e só voltou a disputar uma competição em 2014, conquistando o título da Segunda Divisão e voltando à elite no ano seguinte.

A primeira festa completa do interior na história do certame mato-grossense de futebol aconteceu em 1999 quando as cidades de Sinop e Primavera do Leste sediaram os jogos decisivos. O campeão foi conhecido após três jogos: o Juventude venceu o primeiro em casa por 2 x 1; o segundo terminou empatado por um gol em Sinop; e o terceiro também em Sinop terminou com a vitória do time da casa por 4 x 2. Foi o terceiro título regional do Sinop Futebol Clube.

Lino Miranda, que morreu no dia 29 de abril de 2004 aos 64 anos vítima de uma parada cardíaca, foi um dos mais polêmicos, folclóricos e astutos dirigentes esportivos de Mato Grosso. E também o único presidente tetracampeão estadual e campeão por dois times diferentes: na presidência do Mixto, montou verdadeiros timaços e foi tetra conquistando os campeonatos de 1979 a 1982. Quase uma década depois, assumiu o Dom Bosco e quebrou um jejum de 22 anos com o título de 1991.

O Clube Esportivo Operário de Várzea Grande – fundado em 1º de maio de 1949 – é o Tricolor original, o legítimo, ‘copiado’ depois com o surgimento do Esporte Clube Operário – em 2 de abril de 1996 – e do Operário Futebol Clube Ltda – em 8 de agosto de 2002. Esta ‘proliferação’ de ‘Operários’ confundiu muita gente e dividiu os títulos estaduais, ficando da seguinte forma até o final do certame de 2016: 

Clube Esportivo Operário – 12 títulos (entre amadores e profissionais): 1964; 1967 e 1968; 1972 e 1973; 1983; 1985, 86 e 1987; 1994/1995; 2002.

Esporte Clube Operário – 1997.

Operário Futebol Clube Ltda – 2006.

Conforme relata o radialista e ex-jogador Pulula da Silva em seu blog (http://zepulula.blogspot.com), foi na primeira conquista, em 64, que o poeta e escritor Silva Freire criou o slogan ‘A alma alegre de um povo’ para definir o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense.

O primeiro time do interior de Mato Grosso a disputar um jogo pelo Campeonato Mato-grossense no Estádio José Fragelli, o Verdão, foi o hoje extinto Comercial de Poconé. Aconteceu no dia 25 de abril de 1976 com vitória do Dom Bosco por 2 x 1. O jogo abriu o returno da Chave Norte do Estadual. Valtinho fez o gol do Comercial; Fidélis e Gilberto marcaram para o Azulão. O árbitro foi Airton Vieira de Moraes, o Sansão, ex-árbitro das federações do Rio e de São Paulo.

E nesta onda do primeiro e último… O último time do interior que fez um jogo pelo Campeonato Mato-grossense no Verdão foi o Crac de Campo Verde no dia 26 de abril do ano passado. Venceu o Mixto por 4 x 2 com gols de Cabeça, Juliano e Pedrinho (dois). Os dois gols do Alvinegro foram marcados por Thiago Tiziu. O jogo eliminou as duas equipes do campeonato.

O Mixto foi o primeiro time de Mato Grosso a enfrentar uma equipe internacional. E foi logo uma seleção: o adversário foi a Bolívia no dia 3 de junho de 1973 no Estádio Presidente Dutra. O jogo terminou empatado por dois a dois. Filinto e Rômulo marcaram os gols do Alvinegro, que jogou com Zé Rondonópolis (Juarez); JK, Felizardo, Gato (Ivan) e Luciano Adão; Rômulo (Mauro) e Filinto; Cardozinho, Cecílio (Wilson), Nato (Jaburu) e Arnon (Renê).

Maior ídolo do Mixto na década de 80, artilheiro do Campeonato Mato-grossense de 1981 com 19 gols, o meia atacante Luis Antonio Fernandes, o Tostão, fixou raízes em Curitiba. Uma atuação magistral contra o Cruzeiro no Verdão pelo Campeonato Brasileiro levou o craque para o time mineiro. De lá se transferiu para o Coritiba. Foi ídolo com as duas camisas. Na capital paranaense mantém uma escola de futebol, que pode ser visitada no site http://escolatostao.webnode.com

Com 345 gols marcados em 111 jogos, o Campeonato Estadual de 2010 teve a segunda melhor média de gols da história pós-divisão. Com 3,1, igualou as marcas de 2003 (Cuiabá campeão) e 2008 (Mixto campeão). A marca deste ano só perde para 2005 (Vila Aurora campeão) – 3,2 gols por jogo. A pior média foi registrada nos campeonatos de 1988 e 1989 (Mixto bicampeão): apenas 1,7 gols por partida.

Campeão mato-grossense pela primeira vez em 2010, o União foi fundado em 1973 a partir de um desentendimento entre a liga e os clubes amadores de Rondonópolis em torno do campeonato amador municipal. Ali nasceu o interesse na criação de um clube profissional na cidade e na madrugada de 6 de junho surgiu o União Esporte Clube, que inicialmente usaria as cores azul, amarela, vermelha e branca (respectivamente do Olaria, Paraibana, Comercial e Santos, clubes amadores locais). Mais tarde acabou ficando apenas em vermelho e branco. Com pressa de entrar no Campeonato Mato-Grossense profissional, o Colorado copiou integralmente o estatuto do Dom Bosco, de Cuiabá, possibilitando assim sua inscrição no Estadual.

Mato Grosso disputou 207 jogos na Divisão Principal do futebol brasileiro, de 1976 a 1986. Em 1987 surgiu a Copa União, reunindo apenas a chamada ‘elite’ do futebol brasileiro, ou seja, os grandes times, dos grandes centros. A partir daí, o futebol de Mato Grosso não disputou mais a primeira divisão. Mixto, Operário e Dom Bosco foram os times que representaram o estado na Divisão Principal, marcando 222 gols e sofrendo 335.

Primeiro representante de Mato Grosso no Campeonato Brasileiro, o Mixto estreou dia 29 de agosto de 1976 em Cuiabá enfrentando o Goiás. Empatou por 1 x 1 e Pastoril fez o gol Alvinegro. Na chave do Mixto estavam Vasco-RJ, Goiás-GO, Atlético-MG, América-MG, América-RJ, Operário-CG, Goiânia-GO e Americano-RJ. O time mato-grossense terminou o campeonato em 27º lugar, entre 54 participantes.

Depois da estreia do Mixto em 76, no Brasileiro de 1977 o representante de Mato Grosso foi o Dom Bosco, cuja campanha foi muito ruim: último colocado na classificação geral (62º). No grupo alviceleste estavam Grêmio-RS, Internacional-RS, Caxias-RS, Juventude-RS, Operário-CG, Joinville-SC, Avaí-SC, Coritiba-PR e Maringá-PR. A estreia aconteceu dia 16 de outubro com derrota por 3 x 1 para o Avaí no Verdão – Gonçalves fez o único gol dombosquino.

Para o Operário de Várzea Grande a estreia no Campeonato Brasileiro aconteceu dia 23 de setembro de 1979 no Verdão vencendo o Brasília por 3 x 0 – gols de Mosca, Ernani e Ramon. E a campanha geral do Chicote até que não foi de todo ruim: conseguiu passar para a 2ª fase e terminou na 35ª colocação entre 94 participantes. Na primeira fase o grupo operariano tinha Mixto, Gama-DF, Comercial-MS, Atlético-GO, Itumbiara-GO, Itabuna-BA, Fluminense-BA, Brasília-DF e Guará-DF. Na etapa seguinte, foi eliminado ao enfrentar Vasco-RJ, Goiás-GO, América-MG, Ceará-CE, Central-PE, Botafogo-PB e Arapiraca-AL.

Coube ao Operário a ‘honra’ de fazer o último jogo do futebol mato-grossense na elite do futebol nacional. E aconteceu da forma mais melancólica possível. Foi no dia 5 de outubro de 1986, em São Januário, onde o Tricolor foi goleado por 6 x 0. O time era treinado pelo ex-jogador Antonio Malaquias e jogou com Vandeir; Genílson, Pedrinho, Ailton Lima e Laércio; Alencar, Sérgio Luis e Mosca; Nasser, Serginho (Ailton Calango) e Ivanildo.

Na saudosa participação de Mato Grosso na 1ª Divisão do futebol nacional o principal artilheiro é José de Oliveira, o Bife, que marcou 29 gols defendendo o Mixto Esporte Clube. Depois dele, destaque para o dom-bosquino Adilson, autor de 21 gols. Pelo lado operariano o artilheiro é Mosca, que marcou 9 vezes.

A partir de 1987, com o surgimento da Copa União, o futebol de Mato Grosso foi alijado da 1ª Divisão e entre a 2ª e a 3ª divisões já fomos representados por Mixto, Operário, Dom Bosco, União, Barra do Garças, Luverdense, Cuiabá, Juventude de Primavera do Leste, Vila Aurora, Jaciarense e Cacerense.

Você sabia que Cuiabá já teve um Corinthians atuando no futebol profissional? Durou apenas um jogo, mas o ‘Timão Pantaneiro’ existiu. Sua estréia e despedida aconteceu em 1977. Foi no dia 15 de fevereiro no Estádio Verdão, quando o Corinthians Cuiabano, criado por Ataíde Ferreira, ex-presidente do Comercial de Poconé, enfrentou o Operário de Várzea Grande. Perdeu por 3×1 e seu gol foi marcado por Carlos Alberto. Jogou com Fagundes; Edson, Paulo César, Hélio e Luis Carlos; Carlos Alberto, Valtinho (Abreu) e Chiclete (Paulinho); Marco Antonio, Chiquinho (Aires) e Donizeti (Carlinhos).

Em 1977 um outro acontecimento histórico para o futebol regional: Palmeiras (do Porto) e Comercial de Campo Grande disputaram o primeiro jogo gravado a cores por uma emissora de televisão. A honra coube à Televisão Centro América. A partida aconteceu no dia 17 de março daquele ano e terminou empatada por 3×3. Os gols do Palmeiras foram marcados por Carlos Eduardo (2) e Paúra (contra); Tite (2) e Copeu fizeram os gols do time campo-grandense.

A primeira goleada ‘memorável’ registrada no futebol profissional de Mato Grosso foi protagonizada pelo Operário de Campo Grande no dia 19 de novembro de 1978. No Estádio Verdão, o Galo fez 10×2 sobre o Palmeiras de Cuiabá, em confronto válido pelo Campeonato Mato-grossense, no seu último ano de “disputa integrada”. O centroavante Tadeu Macrini foi o grande nome do jogo, marcando 7 gols – os outros do Operário foram de Lucinho, Cleber e Tadeu (zagueiro) contra; Valtinho e Arnon marcaram para o time cuiabano.

Em 1980 um mato-grossense brilhou com a camisa do Flamengo no Estádio Verdão. Revelado pelo Operário de Várzea Grande, Gérson Lopes despertou o interesse do time da Gávea e chegou a ser apontado como uma das grandes promessas do clube que, na época, era treinado pelo saudoso Cláudio Coutinho. Abrindo a temporada, o Flamengo veio a Cuiabá para um jogo amistoso contra o Mixto. O time carioca passeou em campo e goleou o Tigre por 7×1 com Gérson marcando 3 e Zico 4 gols. Detalhe: no banco de Gérson Lopes estava ninguém menos do que Cláudio Adão.

O Sorriso Esporte Clube foi o único time do interior de Mato Grosso que conseguiu conquistar um título estadual dentro do Estádio Governador José Fragelli, o Verdão. Foi no Campeonato Mato-grossense de 1993, em cima do Operário de Várzea Grande. Depois de um empate sem gols no primeiro jogo da final e de uma vitória do Sorriso por 1×0 no segundo confronto, em seu estádio, a decisão veio para Cuiabá. No dia 14 de agosto, Operário e Sorriso empataram por 2×2, resultado que deu o bicampeonato regional ao Lobo do Norte. Treinado por Geraldo Duarte, o Sorriso atuou na grande final com Vanderlei; Zé Carlos, Silva Gaúcho, Careca e Emerson; Ivan, Krüger e Cosminho (Biro-Biro); Davi, Róbson e Ângelo (César Souza).

O futebol profissional foi implantado em Mato Grosso no ano de 1967 através de uma iniciativa dos jovens dirigentes Rubens dos Santos, Ranulpho Paes de Barros, Macário Zanacape, João de Deus, Silva Freire, Francisco de Assis, entre outros. O Cel. Hélio de Jesus Fonseca foi escolhido como primeiro presidente da Federação Mato-grossense de Desportos (FMD). O Operário conquistou o título da primeira competição profissional do Estado, sagrando-se bicampeão no ano seguinte.

O futebol em Cuiabá e Várzea Grande passou a ser visto com maior seriedade a partir de 1936, com a fundação da Liga Esportiva Cuiabana (LEC) – no dia 11 de junho. Seu primeiro presidente foi o desembargador José Vieira do Amaral e sete equipes faziam parte da Liga: Comércio Futebol Clube, Paulistano Futebol Clube, Americano Esporte Clube, Associação Atlética Tipográfica e Esporte Clube Destemido (já extintas), Mixto Esporte Clube e Clube Esportivo Dom Bosco. Destes, só o Alvinegro está em atividade, pois o Dom Bosco segue licenciado.

Em termos estaduais, o futebol começou a ser organizado em Mato Grosso no ano de 1942, quando nasceu a Federação Mato-grossense de Desportos (hoje FMF – Federação Mato-grossense de Futebol). Foi criada no dia 26 de maio com o respaldo dos seguintes clubes e ligas: Americano Esporte Clube, Clube Esportivo Dom Bosco, Estado Novo Esporte Clube, Paulistano Futebol Clube, Terceiro Distrito Esporte Clube, Liga Esportiva de Corumbá, Liga Mirandense de Futebol, Liga Esportiva Aquidauanense, Liga Municipal de Amadores de Campo Grande e Liga Três-lagoense de Desportos. Até seu desmembramento, a FMD englobava várias modalidades esportivas através de seus departamentos específicos. Seu primeiro presidente foi Alexandre Arddor Filho.

O primeiro gol olímpico marcado no Estádio Governador José Fragelli, o Verdão, aconteceu no dia 15 de setembro de 1976. Foi do atacante Adavilson da Cruz, o Pelezinho, em jogo do Campeonato Brasileiro onde o Mixto venceu o Vasco da Gama do Rio de Janeiro por 1 x 0. Naquela partida, o Alvinegro cuiabano atuou com Edson; Toninho, Polaco, Ari Martins e Diogo; Zé Luiz (Rômulo), Lourival e Pastoril; bife e Valdir (Pelezinho). O Vasco tinha, entre outros, o goleiro Mazaropi e o centroavante Roberto Dinamite.

O primeiro Campeonato Mato-grossense da Segunda Divisão foi disputado em 1987 e o Tubarão de Rio Branco (cidade da região Oeste do estado) conquistou o título vencendo o Grêmio de Jaciara na final.

Nos anos seguintes os campeões foram:

1988 – Sinop

1989 – Vila Aurora

1990 – Juventude (Primavera do Leste)

1991 – Alta Floresta

2008 – Palmeiras

2009 – Mixto

2010 – Nova Xavantina

2011 – Crac (Campo Verde)

2012 – Sinop

2013 – Sorriso

2014 – Dom Bosco

2015 – Operário FC Ltda

*De 1992 a 2007 o campeonato não foi disputado.

Palco mais antigo do futebol da Baixada Cuiabana, o Estádio Dutrinha foi inaugurado em 1952 e deveria ser uma réplica do Maracanã. Pelo menos é o que previa o projeto inicial e o que fora prometido ao então presidente brasileiro, Eurico Gaspar Dutra. O terreno do estádio foi doado pela prefeitura de Cuiabá, através do prefeito Leonel Hugneney, à Federação Mato-grossense de Desportos – FMD (antigo nome da Federação Mato-grossense de Futebol) – em 1950. Existem relatos, inclusive, de que o presidente Dutra veio a Cuiabá para a inauguração do Estádio, mas quando viu que o projeto não tinha sido cumprido, recusou-se a participar da solenidade, retornando para o Rio de Janeiro. Em 2011 o estádio foi vendido pela FMF à prefeitura da capital.

O primeiro time de São Paulo a jogar no Estádio José Fragelli, o Verdão – inaugurado em 1976 e demolido pelo Governo Blairo Maggi em 2010 -, foi a Associação Atlética Ponte Preta de Campinas. No dia 1º de maio de 76, a Macaca goleou o Clube Esportivo Operário de Várzea Grande por 4×0, com gols de Helinho, Parraga (2) e Tição. O time campineiro tinha craques como o goleiro Carlos, os zagueiros Oscar e Polosi, e o atacante cuiabano Lúcio Bala.

O último time paulista a jogar em Cuiabá foi o Guaratinguetá. Aconteceu na Série C do Campeonato Brasileiro de 2009. No Verdão, o Guará foi derrotado pelo Mixto por 2×0, gols de Cleiton e Alex Sorocaba. A partida aconteceu no dia 26 de julho e sacramentou o rebaixamento alvinegro para a Série D.

Agora batizado de Mato Grosso Esporte Clube, o Palmeiras Esporte Clube se despediu oficialmente do antigo nome no dia 12 de abril de 2012 na última rodada da fase de classificação do Campeonato Mato-grossense: venceu o Atlético de Campo Grande por 2×0 e escapou do rebaixamento para a Segunda Divisão. O jogo levou 90 pagantes ao Estádio Presidente Dutra e os gols foram marcados por Valderrama e Gil. A decisão de mudar o nome foi tomada pelo proprietário do time – Ezequiel Rosa -, argumentando que era preciso uma “identificação maior com a nossa terra”. O time tem as cores amarelo, vermelho, azul e preto, seu mascote é o ‘Gavião do Cerrado’. Estreou oficialmente no Campeonato Mato-grossense de 2013.

Fundado na década de 40, o Palmeirinhas do Porto, como era carinhosamente chamado o Palmeiras original de Cuiabá, participou do Campeonato Estadual até 1988, quando se licenciou. Ficou afastado dos campos por 19 anos, retornando em 2008. Depois de um rebaixamento em 2011, retornou no mesmo ano a divisão principal. Nunca foi campeão e também nunca participou de uma competição nacional, mas sempre foi ‘o segundo time de todos’. Saiu de cena levando junto uma página importante da história do futebol de Mato Grosso.

Depois de quase 34 anos na presidência da Federação Mato-grossense de Futebol, o desembargador aposentado Carlos Orione renunciou à presidência. Sua saída foi oficialmente assinada no dia 16 de fevereiro de 2016, uma terça-feira. Orione, que tinha mandato até maio de 2017, assumiu na década de 70 como interventor e só saiu no início dos anos 80, por seis anos. Retornou em seguida e deixou o cargo aos 85 anos de idade em função de problemas de saúde. Assumiu o seu primeiro vice-presidente, o empresário João Carlos de Oliveira. Carlos Orione foi um dos dirigentes que mais tempo presidiu uma federação de futebol no Brasil.

Ex-presidente do Mixto, Hélio Machado é o técnico mais vezes campeão de Mato Grosso. Tem três títulos: Mixto (1980 e 1988) e Dom Bosco (1991). Também é o único campeão regional como técnico e presidente, ao ganhar a Copa Mato Grosso de 2012 pelo Alvinegro.